Também vês como um elogio?

Também vês como um elogio?

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Como achas que me senti na altura? Com apenas 10 anos? É isso mesmo, fiquei muito desiludida e cheia de raiva, afinal tinha colocado ali o meu tempo e dedicação para no final chumbar o ano com 3 negativas?

Estava com 10 anos, a frequentar o 5ºano. Sempre gostei muito de aprender, mas sinceramente, haviam disciplinas que na altura não me diziam nada, nomeadamente história, achei uma seca saber o nome dos reis e as suas histórias. Também a fotossíntese a ciências da natureza, entre outras.

A história que te vou contar é sobre um trabalho que fiz na disciplina de inglês com a professora Manuela Dias (das poucas professoras que me lembro o nome).
Nunca fui muito boa a inglês, conseguia entender algumas coisas, só que a escrever dava demasiados erros, trocava os tempos dos verbos, não entendia as regras de gramática, enfim…preferia ir jogar ping-pong a estar nas aulas de inglês.
Logo, senão assistia às aulas também não aprendia…

Na altura não tinha maturidade para perceber o quanto isso me estava a prejudicar.

Hoje percebo claramente que quem não se envolve, não se desenvolve

Estávamos a dar a Emigração e Imigração e foi-nos proposto na altura pela professora Manuela fazer um trabalho sobre o tema. O trabalho era individual e podíamos dar largas a nossa imaginação, e ia contar para nota, ou seja se quisesse passar tinha de fazer um bom trabalho, pois as notas dos testes não eram suficientes.

Cada vez mais oprimidos
Cada vez mais oprimidos

Eu, que sempre fui uma pessoa com uma imaginação muito fértil, resolvi escrever uma história sobre um casal de russos que tinha imigrado para o nosso país.

Era uma história de amor, com muitos obstáculos, algumas risadas e como todos os romances com um final feliz.
Fiz a história toda em português e tive a “brilhante ideia” de pedir a minha vizinha Lizete que falava e escrevia muito bem inglês para me ajudar na tradução.

ENTUSIASMO, EMPENHO e DEDICAÇÃO

Estava tão entusiasmada e orgulhosa com o resultado final do meu trabalho (um livro com capa e tudo) que não via a hora de entregar o trabalho e saber a nota, sempre convencida que ia ter um GOOD WORK.

Passou-se uma semana e eis que a professora trouxe o resultado dos trabalhos com a nota bad work or good work escrito num papel.
Quando abri o papel um grande BAD WORK! WhAT? “Não pode ser, ela enganou-se”. Pensei eu na altura, e claro com este feitio incomum e bem zangada, perguntei a professora porque tinha tido o tal BAD WORK, ao que ela me respondeu:

– Esta história é uma cópia integral de algum livro.

– Desculpe? Essa história saiu da minha cabeça, respondi danada.

– Então vem ao quadro para escreveres algumas frases do teu livro.

Claro que acabei por contar que a minha vizinha me tinha ajudado na tradução.

Ajudado! Ela ditava e eu escrevia… He!He!

Só que a professora não acreditou e acabou a dizer que podia-me ter esforçado e ter sido um pouco mais criativa e fiquei com o BAD WORK.

Perseguiu me durante muito tempo, esta história

Como achas que me senti na altura? Com apenas 10 anos?

É isso mesmo, fiquei muito desiludida e cheia de raiva, afinal tinha colocado ali o meu tempo e dedicação para no final chumbar o ano com 3 negativas (Inglês era uma delas).

Quando não somos estimulados, podemos ficar traumatizados
Quando não somos estimulados, podemos ficar traumatizados

Na altura ainda se ia a conselho de turma, só que o comportamento era fundamental para que pudesse passar de ano, e como era muito rebelde,  respondona, faltava muito.

Repeti o ano.
Eu na altura não tinha maturidade suficiente para perceber aquele Bad Work, hoje em dia vejo como um grande ELOGIO, pois se a professora acreditou que a minha história era uma cópia de outro livro, é sinal que estava muito bem escrito, concordam?

Acho que o rasguei na altura, tal foi a deceção…

Chorei tanto e fiquei um pouco mais rebelde.

Hoje falo e escrevo bem inglês, pois há cerca de 9 anos atrás acabei por investir em mim e tirar um curso no Wall street para aperfeiçoar o meu inglês.

E quem sabe um dia destes escrevo um livro?

Esta imagem encontra-se no meu quadro de sonhos 😉 A regra dos três R’s

Respeito por ti, Respeito pelos outros e Responsabilidade com os teus atos

 

 

Espero que tenhas gostado e entendido a mensagem e que faças uma reflexão sobre a tua vida, as tuas VITÓRIAS e principalmente os teus FRACASSOS, pois eles vão-te ajudar a evoluir como ser humano e a alcançares tudo a que te propuseres, e lembra-te:

Todas as histórias têm o seu lado bom, positivo, mesmo que não consigas ver qual é no momento.
Se não estás satisfeito com a vida que tens, MUDA!

Só depende de ti!

Faz a tua escolha! Faz como eu que já não aguentava mais ser considerada um número, onde o meu Sucesso não dependia de mim e sim de terceiros, onde não se fala de sonhos, nem de sucesso, somos números, só isso, números! Que pena!

Se tens um sonho, gostavas de realiza lo, e não sabes como, clica aqui
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Deves ser a Mudança que desejas ver no Mundo

Muito sucesso para a tua vida.

Podes sempre encontrar me

Sandra Maria Galão
skype: sandra.galão

4 Replies to “Também vês como um elogio?”

  1. Fantástica esta tua história verídica e tão bem escrita que acabou por te prejudicar!!!
    Na verdade a professora não acreditou em ti e fez o juízo que nunca terias tido capacidade para escrever algo tão perfeito. A tua revolta é natural ainda por cima olhando à idade que tinhas, faltava-te o discernimento para concluir o que concluíste mais tarde! MAS QUE GRANDE ELOGIO.

    Parabéns Sandra e
    Obrigada pela partilha

    1. Obrigada Milu, pelas tuas palavras. É verdade, também achei um GRANDE ELOGIO, mesmo que só mais tarde. Mais vale tarde do que nunca. Beijinhos

  2. Fantástico artigo, o entusiasmo e empenho são sem duvida alguma a ignição para muitas decisões vitais em nossa vida, sem eles a nossa ação em relação ás decisões não faria sentido.
    Concordo plenamente contigo Sandra 🙂

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